Uso esta máxima a muito tempo. Não sei se de quem é a autoria para poder dar o devido crédito, mas sempre achei que é uma verdade.
Basta ver como nosso amor pelo esporte nacional, o futebol, vai minguando na mesma proporção em que os maus resultados vão se acumulando.
A grande maioria dos brasileiros falta a percepção de que torcer não
significa necessariamente uma contrapartida de vitória, pois nem todos
podem vencer, mas todos precisam competir para que haja um vencedor.
E falta ainda mais a capacidade de ver o mérito no esforço, no trabalho e na superação pessoal. De que, mesmo não sendo "o" melhor, podemos e devemos ser melhores que nos mesmos a cada dia.
Valorizamos a vitória acima de tudo. Transformamos o vitorioso em herói, em exemplo, em mártir e damos a ele todas as honras. Reviramos seu passado para mostrar toda a capacidade do eleito.
E nos identificamos com isso. Se vencemos no judô viramos o país das artes marciais e discutimos e analisamos cada golpe como especialistas. Quando Guga estava em seu auge viramos a capital do tênis e em cada botequim discutíamos"back hands" e paralelas como se todo brasileiro tivesse uma quadra de tênis no quintal, entre um torresmo e uma dose de cachaça, é claro.
Mas bastam as vitórias irem embora e nosso interesse vai embora com elas.
Não há problema em querer vencer, em buscar a vitória. É para isso que trabalhamos, que nos dedicamos e muitas vezes merecemos. Me incomoda apenas ver mérito apenas na vitória e não no trabalho, transformando uma legião de "não vitoriosos" quase que em incompetentes. Não é justo.
Mas nem tudo está perdido, creio eu. De vez em quando somos surpreendidos por algo que nos dá esperança na capacidade do ser humano de ver além do óbvio. Na última sexta-feira estava no Estádio olímpico assistindo algumas provas de atletismo. Numa delas, os 10000 metros para mulheres, a vencedora fez a distância em cerca de 29 minutos. Mas me chamou a atenção a última colocada, que ainda corria intermináveis cinco minutos depois da primeira cruzar a linha de chegada.
A prova já havia terminado e as três primeiras colocadas já davam a volta olímpica e ela continuava seu desafio interior. E o público no estádio acompanhou aquela então solitária corredora até sua chegada e num gesto tão inspirador quanto exemplar aplaudiu aquela vitória pessoal.
Ali não tinha Bolt, Phelps, ou Neymar mas tinha gente dando o seu melhor e mais, pessoas que reconheceram isso.
Enfim, é bom ver que pessoas se tornando melhores, seja por seu esforço, trabalho e dedicação, seja por que algumas vezes ainda somos capazes de sermos maiores que nos mesmos ao valorizar este esforço.
Que tanto o atleta que vence seu desafio pessoal quanto o ser humano capaz de se emocionar com essa vitória sirvam de exemplo para nós.
E falta ainda mais a capacidade de ver o mérito no esforço, no trabalho e na superação pessoal. De que, mesmo não sendo "o" melhor, podemos e devemos ser melhores que nos mesmos a cada dia.
Valorizamos a vitória acima de tudo. Transformamos o vitorioso em herói, em exemplo, em mártir e damos a ele todas as honras. Reviramos seu passado para mostrar toda a capacidade do eleito.
E nos identificamos com isso. Se vencemos no judô viramos o país das artes marciais e discutimos e analisamos cada golpe como especialistas. Quando Guga estava em seu auge viramos a capital do tênis e em cada botequim discutíamos"back hands" e paralelas como se todo brasileiro tivesse uma quadra de tênis no quintal, entre um torresmo e uma dose de cachaça, é claro.
Mas bastam as vitórias irem embora e nosso interesse vai embora com elas.
Não há problema em querer vencer, em buscar a vitória. É para isso que trabalhamos, que nos dedicamos e muitas vezes merecemos. Me incomoda apenas ver mérito apenas na vitória e não no trabalho, transformando uma legião de "não vitoriosos" quase que em incompetentes. Não é justo.
Mas nem tudo está perdido, creio eu. De vez em quando somos surpreendidos por algo que nos dá esperança na capacidade do ser humano de ver além do óbvio. Na última sexta-feira estava no Estádio olímpico assistindo algumas provas de atletismo. Numa delas, os 10000 metros para mulheres, a vencedora fez a distância em cerca de 29 minutos. Mas me chamou a atenção a última colocada, que ainda corria intermináveis cinco minutos depois da primeira cruzar a linha de chegada.
A prova já havia terminado e as três primeiras colocadas já davam a volta olímpica e ela continuava seu desafio interior. E o público no estádio acompanhou aquela então solitária corredora até sua chegada e num gesto tão inspirador quanto exemplar aplaudiu aquela vitória pessoal.
Ali não tinha Bolt, Phelps, ou Neymar mas tinha gente dando o seu melhor e mais, pessoas que reconheceram isso.
Enfim, é bom ver que pessoas se tornando melhores, seja por seu esforço, trabalho e dedicação, seja por que algumas vezes ainda somos capazes de sermos maiores que nos mesmos ao valorizar este esforço.
Que tanto o atleta que vence seu desafio pessoal quanto o ser humano capaz de se emocionar com essa vitória sirvam de exemplo para nós.